Federação Paranaense pode ser impedida de votar nas eleições da CBHG

A Federação Catarinense de Hóquei (FHESC) divulgou um longo documento neste domingo com acusações graves contra a Federação Paranaense de Hóquei (FHEPR), pedindo a impugnação ao direito de voto da entidade nas eleições presidenciais da CBHG nesta terça-feira (28). De acordo com a FHESC, no Paraná não houve campeonato estadual válido (condição para voto), não há súmulas do suposto torneio e o Londrina Hockey Club não existiria civilmente, além de não ser filiado. Leia abaixo o documento na íntegra:000100020003000400050006000700080009

 

Goleira da seleção conduz a tocha olímpica

deia4.jpg

Andrea nas ruas de Londrina

A goleira Andrea Bernardes, da seleção brasileira e do Londrina HC, foi a segunda atleta do hóquei a conduzir a tocha olímpica no revezamento pelo país. A atleta gaúcha, que começou a carreira no Desterro, levou o símbolo dos Jogos pelas ruas da cidade paranaense tendo ao lado Veronica Covarrubias, guardiã da tocha e primeira atleta de hóquei a carregar a chama olímpica. Andrea foi campeã italiana quando atuava no país e tem várias competições importantes pela seleção no currículo, como os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro. O melhor resultado na carreira é o título do Pan American Challenge em 2015.

deia2

Veronica Covarrubias e Andrea

deia3.jpg

Andrea: alegria por conduzir a tocha olímpica

Hóquei em Curitiba: uma grata surpresa

Daniel Herrmann em palestra para as crianças do projeto Atleta do Futuro, do Sesi

Confesso que cheguei a Curitiba sem grandes expectativas em relação ao hóquei na capital paranaense. Saio daqui com a sensação de que a cidade pode ser um dos pólos do esporte no país. Se depender do entusiasmo do novo responsável pelo desenvolvimento no PR o futuro é promissor. Daniel Herrmann, 26 , não para um segundo. Em apenas um dia acompanhando seu trabalho, deu para perceber que vem muita coisa pela frente. Nossa primeira parada foi no Clube Viking, da associação dos funcionários da Volvo. O local é uma das 5 sedes do projeto Atleta do Futuro, do Sesi. Chegamos lá no primeiro dia de atividades no ano, e Daniel estava lá para apresentar o esporte a duas turmas de crianças e adolescentes, com idades entre 9 a 16 anos. Ele começa a falar e os olhares são um misto de desconfiança e curiosidade. Quando têm o primeiro contato com os tacos e bolas já dá para ver a vontade de conhecer o novo esporte. Na próxima semana, Herrmann começa o trabalho com a garotada, num projeto que tem o objetivo de levar o hóquei aos 5 locais onde é desenvolvido o Atleta do Futuro. Só ali, cerca de 50 crianças e adolescentes devem praticar o esporte.

A criançada recebeu bem o hóquei em Curitiba

Saindo dali, fomos visitar uma das 9 Praças da Cidadania de Curitiba. São locais onde a população encontra todo tipo de serviço do poder público, aliado à prática esportiva. A que visitamos – a principal – conta com quadra de tacos, com arquibancada e placar eletrônico. O local ainda tem outra quadra de cimento e até piscina olímpica. Daniel está tentando conseguir um horário junto à prefeitura para a realização de treinos de hóquei. Outra possibilidade é usar a quadra para futuros torneios, e levando em conta o número de pessoas que circula por aí um bom público poderia assistir aos jogos.

Quadra da Praça da Cidadania, em Curitiba

Saindo de lá, Daniel passou em casa rapidamente e já se preparou para o próximo compromisso: uma palestra para alunos de Educação Física de uma universidade particular, a Uniandrade.  A aula teórica e prática – oferecida de maneira voluntária por ele – foi realizada no Colégio Estadual Paranaense, o maior da rede pública curitibana. Os alunos se interessaram bastante e alguns disseram que iriam aos treinos nas praças da cidadania. Além de apresentar o esporte pela cidade, Herrmann ainda treina uma vez por semana à noite com os atletas de Curitiba. Todos jogam pelo Desterro e conseguiram o benefício do Bolsa Atleta, mais um incentivo para seguirem firme no hóquei.  Saí de Curitiba cansado, mas feliz. Com mais alguns Herrmanns espalhados por aí, nosso esporte vai ganhar as quadras e campos do país.

O grupo que participou da aula para alunos da Uniandrade, em Curitiba

Londrina: o primeiro de muitos treinos

Saí  de São Bernardo do Campo em um ônibus da Viação Garcia. O relógio marcava 8h. Três horas depois, ainda estava saindo de São Paulo. Mais oito horas de viagem e avisto a rodoviária circular projetada por Oscar Niemeyer, um dos orgulhos dos londrinenses. Você pode estar se perguntando: Londrina? tem hóquei lá? não tinha… consegui organizar o primeiro treino na cidade, o que pode ter sido apenas a tacada inicial para algo bem maior.

Andrea e Franklim disputam jogada na quadra do Zerão

Na quadra do Zerão, um parque famoso na cidade usado para a prática de vários esportes e caminhadas, me encontro com Agata Barradas, atleta do Macau e estudante de Farmácia na Universidade Estadual de Londrina, Andrea Bernardes, que tinha chegado à cidade havia uma semana para estudar Educação Física na Unopar e seu noivo Franklim, professor na mesma universidade. Esse pequeno grupo fez história, participando do primeiro treino na cidade. Pelo jeito, o primeiro de muitos. Frankilim, que é professor no curso de mestrado em Exercício Físico na Promoção da Saúde, também na Unopar, trabalha em um projeto de parceria entre a universidade e a iniciativa privada, e pretende trazer para a cidade jovens talentos e atletas de alto nível, incluindo estrangeiros. Um técnico do exterior também pode ser contratado para o desenvolvimento do hóquei londrinense.

Um treino com cinco pessoas na quadra do Zerão pode ter sido apenas oprimeiro passo para o surgimento de um novo pólo para o hóquei na Região Sul. Se depender da vocação esportiva de Londrina e do entusiasmo dos organizadores tem tudo para dar certo!

Agata Barradas

Vamos embarcar nessa?

Se o hóquei fosse um país, teríamos 5 estados, cerca de 1.000 habitantes e uma história com cerca de um século. Ainda temos números modestos, mas é inegável a evolução nos últimos anos. O esporte se fortaleceu em São Paulo e ganhou núcleos em várias cidades no interior da Região Sul. Para conhecer essa realidade e as pessoas que fazem o hóquei brasileiro, criei o “Viagem ao País do Hóquei”. Projeto mochileiro-esportivo-jornalístico, tem o objetivo de percorrer os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O estado do Rio de Janeiro e a cidade paulista de São José dos Campos vão fazer parte da próxima etapa. Durante o trajeto, vamos entrevistas atletas, técnicos e dirigentes, mostrando todas as caras do esporte no país.

Embarco nessa aventura sozinho, acompanhado apenas da minha mochila, a câmera e claro, os tacos. Aqui no Hóquei Brasil você vai acompanhar matérias especiais feitas durante a viagem e em nossa página no Facebook um diário vai mostrar todo o passo a passo da aventura, fotos e curiosidades que surgirem pelo caminho. Nossa primeira escala é São Paulo, no dia 5 de março. Convido você a embarcar comigo e conhecer o país do hóquei!

Federação Paranaense surge com grandes desafios

Carlo Marucco, no centro, e Sydnei Rocha à direita

No dia 13 de outubro foi criada a Federação Paranaense de Hóquei sobre a Grama e Indoor (FPHG), a quinta no país. E os desafios não são pequenos: os jogadores treinam atualmente em um parque público e não existe nenhum time formado no estado. A fundação aconteceu no Instituto de Inteligência Desportiva Centro Europeu, em Curitiba. O presidente da nova federação é Carlo Marucco Neto. Formado em Publicidade, Carlo tem 38 anos e é leiloeiro público no PR, trabalhando atualmente com pregões na televisão. O novo dirigente conheceu o esporte por meio do presidente da CBHG, Sydnei Rocha, e de Cláudio Rocha, gerente técnico da entidade, de quem é amigo pessoal. Carlo falou ao Hóquei Brasil sobre os objetivos de desennvolvimento do hóquei no estado.

Quais os maiores desafios que vão ser enfrentados pela federação?
Estamos dando os primeiros passos na divulgação do esporte, já fechamos uma forte parceria com o Instituto de Inteligência Desportiva do Centro Europeu de Curitiba para formação de árbitros e atletas. Contamos também com o apoio da Confederação Brasileira de Hóquei sobre a Grama e Indoor no que concerne à compra do material esportivo e apoio técnico.Também estamos em contato com algumas Prefeituras da região metropolitana de Curitiba para criarmos um centro de treinamentos, que seria também a sede da seleção brasileira feminina de Hóquei.

Existem planos para a criação de um local para os atletas treinarem?
Nosso principal objetivo, a curto prazo, é a criação deste centro de treinamento e a divulgação do esporte em clubes e escolas, e já na sequência, trazer a seleção feminina para Curitiba, para o desenvolvimento das atividades visando as Olímpiadas de 2016 no Rio de Janeiro. Contamos ainda com o apoio do advogado, dr. Juliano França Tetto, que tem sido de fundamental importância na defesa de nossos interesses e na criação de novas parcerias com instituições, prefeituras e profissionais do esporte.