Mais um passo

As meninas ficaram com o 4º lugar no Sul-Americano em Santiago.

As meninas ficaram com o 4º lugar no Sul-Americano em Santiago.

Um novo time feminino surgiu recentemente com a camisa verde e amarela. Uma combinação de jovens promessas, atletas que jogam no exterior e as melhores que atuam aqui no Brasil, sem os problemas vistos no passado que impediam a presença de todas nas convocações. Essa mistura bem azeitada sob o comando de Eduardo Martins Jr., o Dudu, vem dando resultados. A seleção se consolidou como a 4ª força na América do Sul e evolui a cada dia com o objetivo de chegar ao Uruguai, assim como os homens já fizeram.

Nossa defesa está de parabéns, com a segurança e talento de Inge debaixo da trave e a força de Patricia Boos nos desarmes. Sofremos apenas 8 gols em 5 jogos na fase de classificação. Aplicamos uma goleada de 7 a 0 sobre as peruanas, a maior da história da seleção em uma partida oficial. O placar de 0 a 3 contra a Argentina já entrou para a história, com o time mostrando muita garra dentro de campo. Saímos sem o bronze no feminino, mas as meninas têm muitos motivos de orgulho. Essa medalha pode não ser pendurada no pescoço, mas é carregada não no peito, mas dentro dele. Coração, isso não falta às nossas meninas.

União: segredo dentro de campo

União: segredo dentro de campo

O bronze é nosso

o time que fez história em Santiago

o time que fez história em Santiago

Foi uma trajetória de início preocupante: a derrota inesperada para o Uruguai e um empate depois de dominar toda a partida contra o Peru colocavam em risco a chance da seleção masculina brigar por medalha em Santiago. Mas bons ventos sopraram nos dias quentes (dentro e fora de campo) na capital chilena. Excetuando o Chile, perdemos pela menor diferença para a Argentina e ainda fizemos um gol. Gol não, golaço de Lucas Paixão. Fizemos 5 a 0 sobre os paraguaios e perdemos por apenas 3 a 0 para o Chile. O Peru nos deu uma força e venceu o Uruguai, num resultado impensável antes da competição. Com isso, a vaga para a disputa de 3º lugar estava garantida. Pela frente, o mesmo Peru que tinha arrancado de maneira histórica um empate contra a bem superior equipe brasileira. Mas dessa vez os deuses do hóquei não estavam loucos: Lucas Paixão marcou duas vezes. Mesquita e Stéphane anotaram os seus. E os peruanos só marcaram no finalzinho do jogo. 4 a 1. O Brasil fazia história depois de bater na trave na última edição.

a sonhada medalha

a sonhada medalha

A hegemonia uruguaia sobre a amarelinha não existe mais. No mínimo, jogos parelhos. Na realidade atual em campo, domínio brasileiro. Enquanto a Argentina reina em outro patamar, o Chile é nosso alvo na América do Sul. Os 3 a 0 contra em Santiago são um bom sinal. A seleção mostra estar no caminho certo para o maior objetivo de sua história: os Jogos Olímpicos de 2016. E que ninguém duvide desses rapazes.

Só um desastre

Anita comemora gol contra o Peru. Seleção venceu por 7 a 0.

Anita comemora gol contra o Peru. Seleção venceu por 7 a 0.

Apenas uma combinação pouco provável de resultados tira a seleção feminina da briga pela medalha de bronze no Campeonato Sul-Americano. Faltando uma rodada para o fim da primeira fase, o Brasil está na 4ª posição com 4 pontos. Apenas o Paraguai poderia tirar as meninas dali, mas para isso precisa vencer o Peru por goleada e torcer por uma chuva de gols da Argentina contra o Brasil. Isso porque as paraguaias têm -31 gols de saldo em relação ao Brasil. Ou seja, essa diferença teria que ser tirada nos placares de Paraguai x Peru e Brasil x Argentina.

Em relação ao adversário na briga do bronze e claro, à vaga na final, tudo está indefinido. Chile e Uruguai têm 9 pontos e jogam na última rodada, no que vai ser um jogão sem dúvida. Lembrando que as chilenas bateram o recorde de goleada na história dos sul-americanos, com o incrível placar de 27 a 0 contra o Peru. Las diablas ainda têm a artilheira da competição, Paula Infante, com 12 gols, e a vice, Carolina Garcia, com 10.

 

Tudo embolado

Brasil: união em busca da medalha inédita

Brasil: união em busca da medalha inédita. Foto: Talia Vargas/PAHF

A última rodada do Sul-Americano masculino promete fortes emoções no campo da Universidad Católica, em Santiago. Basta dar uma olhada na tabela: enquanto Argentina e Chile já estão na final, a briga para estar na disputa do bronze segue totalmente indefinida. Brasil, Uruguai e Peru têm o mesmo número de pontos e campanhas idênticas (1 vitória, 1 empate e 2 derrotas). Na última rodada, uma mais que provável vitória da Argentina sobre o Uruguai poderia colocar os brasileiros na disputa do bronze, mesmo perdendo para o Chile.

Os brasileiros têm 3 gols a mais de saldo que os uruguaios, então vai ser preciso ficar de olho nos placares. A vantagem é que o Brasil entra em campo depois, já sabendo qual placar vai precisar para a classificação. Nesse cenário, o Peru, grande surpresa do torneio e comandado pelo ex-coordenador técnico da seleção brasileira Jorge Querejeta (Bici), só precisaria empatar com o lanterna Paraguai para brigar pela medalha. As chances brasileiras são muito grandes (lembrando que dominamos o jogo contra os peruanos na fase classificatória) e estamos mais que vivos na briga pela primeira medalha Sul-Americana!

Diferença mínima

As meninas perderam por 1 a 0 na estreia

As meninas perderam por 1 a 0 na estreia

As meninas brasileiras seguraram o quanto puderam e saíram de campo com uma derrota pelo placar mínimo contra o Uruguai. O gol celeste foi marcado por Larrañaga aos 9′ do 2º tempo. A seleção teve menor posse de bola  e poucas chances de ataque, com Juba e Desiree tendo as melhores oportunidades em jogadas dentro da área. Na defesa, destaque para a capitã Patrícia Boos, uma fortaleza na retaguarda brasileira. A goleira Lisandra e Verônica não entraram em campo na estreia e as substituições foram as seguintes (com o minuto de entrada): Stephanie e Mayara – 8′, Bruna – 10′, Nathalia – 18′ e Desiree – 21′. Inge teve uma excelente atuação no gol com pelo menos três grandes defesas, evitando um placar mais dilatado para as uruguaias.

Erros reversíveis

Pacheco comemora o gol brasileiro contra os uruguaios

Pacheco comemora o gol brasileiro contra os uruguaios

Quis o destino  – e a tabela – que no primeiro dia em Santiago tivéssemos pela frente (no masculino e no feminino) o maior rival atualmente do hóquei brasileiro: o Uruguai. Os homens já sentiram o gostinho de vencer a Celeste e hoje brigam de igual para igual, com placares sempre apertados. Vencer hoje representaria manter vivo o sonho real de brigar pela prata. Perder deixaria as coisas bem mais difíceis. Depois de um primeiro tempo muito disputado e 0 a 0 no placar, Thiago Pacheco marcou aos 10′ da segunda etapa: “esperei a bola para um desvio mas ela acabou subindo antes de chegar perto de mim, do jeito que estava bati nela pra baixo e felizmente ela quicou e passou por cima do goleiro.”, conta o camisa 6 da seleçao.

França leva o Brasil ao ataque pela esquerda

França leva o Brasil ao ataque pela esquerda

Mas infelizmente o filme nao acaba aqui. E o final nao é feliz. Exatamente 10 minutos, depois, o camisa 3 Zugarramurdi marcou numa jogada de short corner. E quase no fim da partida, sofreu penalti cometido por Murilo. Ele mesmo bateu e fez o segundo dele na partida. A selecao brasileira atacou muito mais, teve muito mais volume de jogo, mas nao aproveitou esses fatores, como diz Pacheco: “o jogo foi um déja vu pra mim, de novo dominamos a partida sem machucar o adversário perto do seu gol e deixamos eles aproveitarem as poucas chances que tiveram.”. Apesar do resultado negativo, o técnico Claudio Rocha destacou pontos positivos na estreia brasileira: “o time controlou bem a bola, teve uma posse de cerca de 80%, e também foram muito boas as viradas de jogo. A equipe foi muito consistente em campo”. O Brasil volta a campo amanha as 10h (horario de Brasília) contra o Peru.

Stéphane estreou pela equipe em jogos oficiais

Stéphane estreou pela equipe em jogos oficiais