10 anos de muitos frutos para o hóquei brasileiro

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Righi (de branco, à esquerda) com alguns alunos do projeto

Rio de Janeiro, 2007. A Cidade Maravilhosa sediava pela primeira vez os Jogos Pan-Americanos, maior evento esportivo do continente, e para a disputa do hóquei sobre grama foram construídos dois campos oficiais no bairro de Deodoro, na Zona Oeste da cidade, fora da zona turística e carente de opções para a prática esportiva. Se o desempenho da seleção brasileira, envolvida em uma crise entre atletas e dirigentes na época, ficou longe do esperado, os campos produziram frutos que até hoje se destacam no hóquei nacional. Tudo começou por iniciativa do treinador argentino Eduardo Righi, que há anos bate na tecla da necessidade de incentivar a formação de jovens no esporte. Sem se ater apenas ao discurso, Righi começou, logo após os Jogos, uma escolinha de hóquei nos campos de Deodoro, que então careciam muito de infraestrutura. O local, por exemplo, não tinha água para beber, e os próprios alunos levavam garrafas congeladas que logo derretiam no calor escaldante do bairro e matavam a sede dos adolescentes que davam as primeiras tacadas.

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Meninas do Deodoro comemoram título nacional

Nesse grupo pioneiro estavam, por exemplo, Alice Aparecida, atualmente no Interlagos e uma das grandes promessas do hóquei feminino no país; Raphael Aguiar, conhecido pela grande habilidade e campeão brasileiro com o Germania, além do atacante Giovani Barboza, com passagem pelo hóquei argentino e também campeão nacional com o Germânia. A equipe formada em 2007 passou a se chamar Deodoro Hóquei Clube, tendo as cores azul celeste e branco, adotando o mascote do quero-quero, pássaro que sempre estava nos campos (não confundir com o atual Deodoro HC). Vieram muitas participações em campeonatos nacionais, títulos brasileiros de base, amistosos internacionais, viagens, reportagens para a televisão, auxílio social e financeiro para atletas, prêmios individuais e o mais importante: cidadãos formados, muitos com bolsas universitárias obtidas por meio do trabalho desenvolvido por Righi em todos esses anos.

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O time do Deodoro em 2009

Um exemplo da importância do trabalho de formação realizado em Deodoro foi o último Campeonato Brasileiro Feminino de base, que das 7 equipes, 4 eram formadas por atletas do projeto (Interlagos, Macau, Carioca e Florianópolis). Nas atuais equipes adultas masculinas e femininas que disputam o Brasileirão, são vários atletas que começaram a jogar em Deodoro, mostrando a importância do fomento realizado no bairro carioca.

Agora em 2018 o projeto está organizando um Mundial Colegial, com participação de escolas importantes e apoio da Universidade Castelo Branco e presença de jovens equipes de outros países, como Argentina, Chile, Austrália e Inglaterra. Experiência na área esportiva estudantil não falta: Eduardo Righi é, desde o início, coordenador das competições de hóquei no Intercolegial, maior competição esportiva entre escolas do país, contando com grandes patrocinadores e apoio das Organizações Globo.

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Intercolegial: outra conquista importante do projeto

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Parte dos alunos do projeto em Deodoro

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Meninas do projeto com atletas norte-americanas depois de jogo amistoso

Divulgação de chapas fica com o presidente da CBHG

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O presidente da CBHG, Sydnei Rocha

Em resposta a e-mail enviado pela reportagem do Hóquei Brasil, o gerente-geral da CBHG, Bruno Patrício, disse que o assunto ELEIÇÕES não está sendo conduzido por ele, mas diretamente pela presidência da confederação. Ele informou ainda que a pergunta sobre a composição das chapas já foi encaminhada para o presidente. A 13 dias das eleições, a comunidade do hóquei aguarda a divulgação dos nomes por Sydnei Rocha. Ainda não foi anunciado se ele vai concorrer a mais um mandato. Sydnei está no poder desde que a entidade foi criada.

Centro de Hóquei de Deodoro, ainda sem liberação para o hóquei, é usado pelo futebol americano

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Fluminense Guerreiros em Deodoro

A equipe de futebol americano Fluminense Guerreiros treinou no último domingo (12) um dos campos do Centro de Hóquei de Deodoro, usado nas Olimpíadas de 2016. A equipe treinou pela primeira vez no local, em preparação para a Liga Nacional, depois de uma parceria entre a Escola de Educação Física do Exército e o clube.

Após o replantio do gramado do estádio das Laranjeiras, na zona sul do Rio de Janeiro, os treinos vão passar a ser realizados nas instalações do clube, que estuda a criação de uma escolinha de futebol americano. Vale lembrar que os campos ainda não foram liberados para a prática de hóquei sobre grama, apesar no número significativo de praticantes na região. Nós estamos tentando contato com o Exército e a CBHG para saber os motivos.

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Sorriso é do Germânia

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O zagueiro Ricardo Prado “Sorriso“, tetracampeão brasileiro pelo Florianópolis e com passagem pela seleção brasileira, é o novo reforço do Germânia para a temporada 2017. Aos 29 anos e morando em Niterói (RJ) desde 2014, o atleta traz bastante experiência para o novo clube, que acabou de conquistar o heptacampeonato brasileiro e vai em busca do 8º título no ano que vem.

O Hóquei Brasil conversou com o jogador, que apontou três motivos principais para a mudança: “Fui muito bem acolhido pelo time, vou ter a possibilidade de treinar em um campo oficial e não fazia sentido treinar com uma equipe e jogar por outra”. Sorriso diz ainda que a saída do Florianópolis foi tranquila: “Conversei com o técnico Fernando Valdés, que apoiou a decisão e me desejou o melhor. Meus companheiros de clube também deram muito suporte, até brincaram me pedindo para ficar, mas entenderam.”, finaliza Sorriso. Depois da conquista nacional, o time carioca só retoma os treinamentos em 2017.

7 x Germânia

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Supercampeão nas primeiras edições do Campeonato Brasileiro, o Germania amargava um incômodo jejum desde 2009. Depois de uma bela campanha nas fases anteriores, restava o confronto final contra o rival Rio Hockey no Centro de Hóquei da UFRJ, no Rio de Janeiro. E a finalíssima teve contornos épicos, como uma decisão deveria ser. O zagueiro Pedro Fortes abriu o placar para o Germânia, mas Joaco Lopez virou o placar para o time alviverde. Coube ao craque argentino Willy Schickendantz  deixar tudo igual no placar e levar o jogo para a disputa de shootouts. O goleiro Victor Franco brilhou e defendeu todas as cobranças. O gol decisivo saiu num pênalti sofrido por Felipe, que foi convertido por Giovanni, batedor oficial de pênaltis do Germânia. Formado no Projeto Deodoro, o primeiro a usar o campo oficial depois do Pan 2007, Gio passou uma temporada jogando em Córdoba, na Argentina, e hoje é um dos destaques da equipe carioca. Andy perdeu na sequência e aí começou a festa no Fundão, com os atletas e a comissão técnica do Germania comemorando muito o sétimo título brasileiro.

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Nas premiações individuais, a equipe da Gávea teve ainda o atacante argentino Guillermo Schickendantz como artilheiro do campeonato, com 18 gols em 7 jogos. Lucas Paixão, do Florianópolis, foi escolhido o melhor jogador da competição. O melhor goleiro foi Taffa, do Carioca.

A medalha de bronze – e o direito de pedir a Bolsa Atleta – ficou com o Florianópolis. A equipe catarinense venceu o Macau na disputa de shootouts, depois do empate em 1 a 1 no tempo normal. Com o equilíbrio no campeonato, a decisão do 5º lugar entre Desterro e Cariocaa também foi para os shootouts. Depois de estar vencendo por 3 x 1, os galáticos cederam o empate no fim do jogo. Os dois goleiros foram muito bem, mas a vitória acabou com o time catarinense.

O 7º lugar ficou com o Interlagos, que levou a melhor sobre o Província em um jogo tenso. A equipe paulistana venceu por 3 x 0, com dois gols do carioca Magrinho e um de Frans. A 9ª posição ficou com o Deodoro, que teve a pior campanha na fase de classificação.

 

Velha rivalidade em campo na final do Brasileirão

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Na 1ª fase, o Germânia venceu o Rio Hockey por 3 x 1

Eles treinaram anos na mesma quadra, no bairro carioca da Gávea. Amigos fora de quadra, quando a bolinha rolava a rivalidade é que dava o tom nos confrontos entre o Rio Hockey e o Germânia. Capitaneado historicamente pelo chileno Cláudio Cuevas, o RH recentemente passou a ser comandado pelo técnico da seleção brasileira, Cláudio Rocha. Vieram atletas que defenderam a seleção na Olimpíada, como Joaco López (ex-Carioca e Germânia) e Bruno Mendonça (ex-Deodoro e Carioca). O Germânia é um dos clubes mais tradicionais do país, com seis títulos nacionais e uma grande história no hóquei brasileiro. Recentemente passou a trazer atletas argentinos para reforçar a equipe, com destaque esse ano para Guillermo “Willy” Schickendantz, atacante com mais de 40 jogos pela seleção argentina.

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Rapha Aguiar comemora gol contra o Rio Hockey

Os velhos amigos e rivais entram em campo neste domingo às 16:15 para decidir quem fica com o título brasileiro. O Germânia, vindo de um bronze no ano passado, persegue o título que não conquista desde 2009. O Rio Hockey, 5º colocado em 2015, disputa a primeira final de brasileiro em sua história. No jogo pela primeira fase, o Germânia venceu por 3 x 1, com gols de Rapha Aguiar, Diego e Willy. E agora, quem será que leva a melhor?

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O Carioca vai disputar o 5º lugar com o Desterro

E vai ter muita emoção também na disputa pela medalha de bronze, que além de um lugar no pódio garante um apoio financeiro importante em 2017: a Bolsa Atleta, oferecida pelo Ministério dos Esportes. Macau e Florianópolis jogam às 14h. A disputa pelo 5º lugar vai ter um duelo de ex-campeões. Desterro – que levou o Brasileirão em 2008 – contra o tricampeão Carioca. Valendo pelo 7º lugar vamos ter o duelo entre Interlagos x Província.

 

Sábado decisivo no Brasileirão masculino

joacoJoaco é um dos destaques do Rio Hockey, que disputa vaga na final

Vão ser definidos hoje os finalistas do Campeonato Brasileiro masculino, disputado no Centro de Hóquei da UFRJ, no Rio de Janeiro. Na primeira semifinal, a disputa é entre Macau e Rio Hockey, às 14h. As duas equipes vão em busca do primeiro título na competição. França é o destaque no time paulista e os cariocas contam com o talento do argentino Joaco López.

Na sequência, às 16:15, Germânia e Florianópolis se enfrentam em busca da outra vaga na decisão. A equipe do Rio de Janeiro é a maior vencedora da competição, com 6 títulos, mas não levanta o caneco desde 2009 e conta com o talento do argentino Willy Schickendantz para voltar a gritar “É Campeão”. Já o Florianópolis, que conta com vários atletas que jogaram as Olimpíadas, é o atual campeão e tem mais três títulos brasileiros (2007, 2010 e 2011).

luaLua vai tentar levar o Floripa à decisão, em busca do penta

germaniaO Germânia vai em busca do sétimo título brasileiro

Mas a bola começa a rolar cedo na Ilha do Fundão. Agora de manhã, entram em campo Interlagos x Desterro na disputa do 5º ao 8º lugar, às 9h. Em seguida, se enfrentam Carioca x Província. às 11:15.  Você vai acompanhar aqui no Hóquei Brasil os resultados das partidas neste sábado de muito hóquei!

francaFrança, um dos destaques do Macau na semifinal de hoje