Elas ainda acreditam. E você?

Meninas do Hoquei

E quando os sonhos se tornam esperanças perdidas… Que alguém deixou morrer sem nem mesmo tentar” a letra dos Originais do Samba poderia ser a realidade atual da seleção brasileira feminina de hóquei. Poderia. Mas sem a cadência do hóquei elas não poderiam ficar e para isso estão colocando a mão na massa. Deixadas de lado em relação à classificação para as Olimpíadas de 2016, as meninas estão se mobilizando de maneira independente para manter vivo o sonho de participar dos Jogos Olímpicos. O primeiro passo foi a criação de uma comunidade no Facebook chamada “Meninas do Hóquei”, com a seguinte descrição: “A Seleção Feminina de Hóquei luta pela continuidade do esporte e pela Olimpíada de 2016. APOIE ESSA IDEIA!!”.

Imagem usada na campanha: "o que não nos mata nos torna mais fortes!"

Imagem usada na campanha: “o que não nos mata nos torna mais fortes!”

O objetivo do grupo é conseguir patrocínio ou verba pública para disputar a World League em setembro, no México, para que ainda exista alguma possibilidade de classificação para 2016. Duas hashtags estão sendo usadas para a ação: #meninasdohoquei e #euaindaacredito. As atletas postam fotos treinando, fazendo exercícios, caprichando na alimentação saudável, enfim, mantendo toda a rotina normal apesar da falta de perspectivas por parte da confederação em relação a treinos oficiais e competições. O Hóquei Brasil apóia essa campanha e convida você a se juntar à luta das atletas.

Começa análise para licitação de Deodoro

deodoro hoquei

O Consórcio “Complexo Deodoro”, formado pelas construtoras Queiroz Galvão S/A e OAS S/A é o único participante da licitação para a construção da Região Norte do Complexo Olímpico de Deodoro, onde vai estar o Centro Olímpico de Hóquei nos Jogos de 2016. O valor total estimad0 é de R$ 647,1 milhões. Na semana que vem, a equipe de licitação da RioUrbe vai analisar os documentos e certidões técnicas, exigidas em edital, apresentados pelo consórcio.

Na Região Norte, além do Centro Olímpico de Hóquei, ficam o Estádio de Canoagem Slalom, a pista de Mountain Bike, a pista de BMX, o Centro Nacional de Tiro Esportivo, a Arena de Rúgbi e Combinado do Pentatlo Moderno, a Arena Deodoro – onde acontecem a esgrima do Pentatlo e as preliminares do basquete feminino e a piscina do Pentatlo Moderno.

Bruno Patrício assume gerência geral da CBHG

BP PERFIL

O ex-jogador da seleção brasileira Bruno Patrício assume a partir de 1º de junho o cargo de gerente-geral da CBHG no lugar de Eduardo Leonardo, que estava no cargo desde 2012. Eduardo vai ser o representante do hóquei no Comitê Organizador das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Carioca, amigo pessoal e ex-colega de faculdade do técnico da seleção masculina, Cláudio Rocha, Bruno integrou a seleção brasileira na Copa Panamericana Indoor em 2002, nos Estados Unidos. O grupo ainda tinha atletas como Caldas, Léo Lemos, Oliver Höck, Sacha e Mipe, tendo como treinador o argentino Eduardo Righi.

Bruno na Seleção Brasileira em 2002.

Bruno na Seleção Brasileira em 2002.

Sempre jogando pelo Germânia, conquistou o Brasileirão pelo time carioca e voltou para a seleção em 2009, atuando na Copa Pan-Americana em Santiago, no Chile. Como dirigente, a única experiência foi em 2007, quando foi chamado às pressas para assumir o cargo de diretor técnico da CBHG durante a greve de atletas, que protestava contra a direção da entidade. (reportagem feita pelo UOL na época pode ser lida AQUI). Bruno atualmente também é responsável atualmente pela página Córner Curto, no Facebook. A entrada de Bruno Patrício na CBHG foi comunicada aos presidentes das federações estaduais pelo presidente da entidade, Sydnei Rocha, por meio de uma carta. Sydney disse que Bruno é “conhecido de todos e reúne todas as qualidades necessárias para gerenciar a CBHG“. Recentemente, Bruno voltou a entrar em campo, defendendo o Rio Hóquei na Série B do Campeonato Brasileiro em 2o13 e no Brasileirão de 2014.

Bruno com a camisa do Rio Hóquei.

Bruno com a camisa do Rio Hóquei.

Exclusivo: Balanço da CBHG em 2013

Grafico

Gráfico comparativo de valores (clique para ampliar)

Um dos itens aprovados na nova redação da Lei Pelé (Lei nº 9.615/98), sancionada pela presidente Dilma Rousseff em fevereiro desse ano, é a transparência na prestação de contas das confederações esportivas nacionais, o que claro, inclui a CBHG. A entidade vai ter que conservar por 5 anos os documentos que comprovem a origem de suas receitas e a efetivação das despesas, apresentar a Declaração de Rendimentos anualmente, além de abrir a todos os filiados o acesso irrestrito a documentos e informações relativas à prestação de contas, bem como àqueles relacionados à gestão da respectiva entidade de administração do desporto, os quais devem ser publicados na íntegra no site da CBHG. As informações ainda não estão na página da entidade, mas o Hóquei Brasil teve acesso aos dados públicos e divulga agora exclusivamente.

O balanço contábil se refere ao ano de 2013 e a leitura não é tão fácil, mas alguns dados chamam atenção, como o gasto de R$ 27 mil com telefone, numa época em que o uso de Skype e e-mail poderia reduzir drasticamente esse valor. 16% da verba da entidade (R$ 375 mil) se refere a salários (incluindo os encargos trabalhistas). Mas os pagamentos poderiam ir além disso, já que algumas pessoas podem receber por meio de RPAs (recibo de pagamento a autônomos), que estão incluídos na maior conta da entidade, a de Gastos PF/PJ, que utilizou mais de R$ 670 mil no ano passado. Estamos anexando todas as páginas do balanço, confira:

Meninas praticamente fora das Olimpíadas de 2016

rio 2016

Confirmando o que tínhamos adiantando aqui no Hóquei Brasil, a seleção brasileira feminina não vai disputar a World League 2014/2015. Como tínhamos citado, a CBHG informou que teve uma reunião na última quinta-feira (15) no Comitê Olímpico Brasileiro com presença de membros da FIH, PAHF e COB. A Federação Internacional de Hóquei informou que mesmo se o Brasil vencesse o Round 1, que acontece em setembro no México, a posição da seleção feminina no ranking não seria alterada, ou seja, nos manteríamos na 41ª posição. O critério estabelecido pela FIH para participação nas Olimpíadas de 2016 é que o Brasil esteja no mínimo em 40º lugar no ranking mundial até o fim de 2014 e obtenha até a 7ª colocação nos Jogos Pan-Americanos. Como a seleção feminina nem se classificou para disputar o Pan-Americano, se esses critérios não forem alterados o Brasil está FORA dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

No masculino, a meta é o 30º lugar no ranking e até a 6ª posição no Pan de 2015. A situação da equipe masculina é um pouco mais confortável, mas também preocupante. Em uma análise preliminar não é garantida a classificação para 2016 mesmo com o título do Round 1. Sendo assim, a seleção masculina precisaria estar entre as 6 primeiras colocadas no Pan-Americano de 2015 para disputar os Jogos em casa, reduzindo um pouco a frustração de ver nossa equipe feminina sem realizar o sonho olímpico.

13 jogadores e uma viagem

World League Logo

13 atletas que atuam no Brasil foram convocados para o período de treinos da seleção brasileira em Hattem, na Holanda, entre 9 de junho até o início da World League, em setembro. A CBHG ainda vai divulgar a relação dos jogadores que atuam no exterior. Com 7 convocados, o Carioca – atual campeão brasileiro – é o time com mais atletas na lista. O Florianópolis tem 5 jogadores que vão para a Holanda. O Macau, de SP, tem um representante. Veja a lista completa, por clube:

Carioca: André Patrocínio (Mesquita), Bruno Mendonça, Chris McPherson, Matheus, Miguel, Murilo e Thiago Dantas (Taffarel) – GK

Florianópolis: Lucas Paixão, Luís Felipe Réus (Lua), Marcos Pasin (Coyote), Faustino e Bruno Paes.

Macau: França

CEO da FIH visita o Rio de Janeiro

Kelly Fairweather

O CEO da FIH, o sul-africano Kelly Fairweather, se disse “satisfeito” com os preparativos para a disputa do hóquei nas Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Ele esteve na cidade acompanhado do diretor de Esporte da FIH, David Luckes, e do membro do Conselho Executivo, Alberto Budeisky. Durante a visita, os dirigentes estiveram no Centro de Hóquei de Deodoro e tiveram uma série de reuniões com representantes do Comitê Organizador, da Empresa Olímpica Municipal (EOM) e do Governo Federal. O planejamento operacional detalhado da instalação, os planos para o evento-teste, o calendário de competições, acomodações, locais de treinamento e ingressos foram alguns dos temas discutidos.

“Tivemos uma reunião crucial sobre Deodoro, que tem sido um assunto muito debatido ultimamente, e vimos uma apresentação detalhada sobre as operações na região. Tenho de admitir que isso foi bastante reconfortante para nós, porque tivemos acesso a mais detalhes e isto nos deu uma boa ideia dos fluxos e de como os serviços funcionarão durante os Jogos. Tínhamos muitas perguntas, abordamos uma a uma e 95% delas foram respondidas, então eu considero que avançamos bem”, contou. A delegação esteve ainda na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que irá disponibilizar o local de treinamento para os atletas.